sábado, 26 de outubro de 2013

Pra toda regra, uma exceção.

Não é sempre que você vai encontrar alguém que te conheça tão intimamente bem, alguém que te aceite com tudo, com seus defeitos, com suas qualidades, com suas manias e chatices. Não é sempre que você vai achar alguém e que dará à ela a chave do seu coração e dos seus pensamentos. Mas pra toda regra, há uma exceção, e você é a minha. 
Foi numa madrugada de chuva, olhando pelos vidros da janela de casa, com você tocando minha música favorita no violão e me olhando com aquela feição que só você sabe fazer, que só você sabe como me conquistar, que eu percebi quão essencial você é pro meu coração, quão essencial se faz sua presença no meu mundo e o tanto que só você me conhece, tão íntimo e particular. 
Essa sensação de ter alguém, de ter uma pessoa que um dia foi completamente desconhecida e estranha, me faz pensar que as pessoas só te conhecem o tanto que conhecem, quando você se abre e se deixa ser conhecida, quando elas se importam e te cuidam, te cuidam tanto que isso se faz deveras inesquecível, e então você assume o risco e a responsabilidade de deixar alguém tão fora do contexto, se ajustar às suas linhas e ao seu contexto.
Você chegou, se ajustou à mim, se fez absurdamente importante, me conheceu como ninguém e agora? Agora você olha pra mim, me beija delicadamente e vamos voltar pra cama, o sol ainda não nasceu e o dia será longo, vamos dormir abraçadinhos e sentir que os dias serão felizes assim, a partir de agora. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lei do desapego.


Algumas coisas na vida deveriam tornar-se lei. Já existem várias leis desnecessárias, não é mesmo? O Brasil já não anda pra frente, então por que não criar uma lei que beneficiaria 2/3 da humanidade? Sim, essa lei do desapego, do "esquece, deixa pra lá". Existem coisas e pessoas que você precisa se desapegar, afinal, nada dura pra sempre. As pessoa mudam, as pessoas se cansam, as pessoas deixam de se importar e de cuidar e nutrir o amor que sente umas pelas outras... Algumas só nutrem amor por outras pessoas quando o benefício vem em cheio. E agora não estou falando de 2/3 da humanidade, estou falando dela como um todo.

Se desapeguem, não vale a pena correr atrás, não vale a pena sofrer por alguém, não vale a pena toda uma história, se tudo isso é em vão. E é sempre em vão, não é? As pessoas, de uma hora pra outra, esquecem quem você foi pra elas há uma semana, há alguns meses e até há anos, elas simplesmente olham pra você e já não te tratam mais como há cinco minutos... "Sim, esse mundo é cruel." O mundo é cruel? Não, você é cruel. Sim, você que está lendo isso e já não lembra mais das pessoas que eram apegadas a você, você que a cada segundo que passa muda de humor e de coração, você que de repente esquece de uma pessoa, só porque apareceu outra na sua vida... Pra todos vocês que são assim, e pra todas as pessoas que são apegadas às pessoas assim, parem! A vida é muito mais fácil de ser vivida do que muitos imaginam e a lei do desapego está aí, pra muita gente que comete o crime de se apegar. Crime! 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Apenas mais uma...

Então pego uma xícara cheia de café, sento no meu lugar favorito da sala e penso, repenso, escrevo. Coloco todos os meus sentimentos naquele pequeno pedaço de papel, como se aquilo fosse a única coisa que sei fazer verdadeiramente bem. E sim, é a única coisa que sei fazer muito bem. Olho para o vazio, para esse silêncio perturbador, dentro e fora de mim, e penso em como acreditei nas suas histórias, nas suas dores, nas nossa felicidade, nos seus problemas e até no seu amor. As vezes acho que fui uma tola, outras vezes acho que fui apenas mais uma apaixonada nesse mundo. E, de fato, não deixo de ser uma apaixonada, uma apaixonada submissa, apaixonada por você, por ele, por eles, por todas as pessoas que me conquistam, essas tais que me arrancam sorrisos facilmente, que me enchem de alegria internamente e que me deixam louca conjuntamente. Sou dessas bobas apaixonadas, sem freio, sem medo. Quero me apaixonar de novo, quero sentir aquelas borboletas no meu estômago que já não estão mais voando freneticamente, quero olhar para o vazio e para esse silêncio perturbador e sorrir, não chorar, sorrir de lembrar que alguém tem o meu coração e que eu, em um simples gesto fútil, o roubei desse alguém, quero ter a quem recorrer quando precisar de um abraço, um beijo, um carinho, muito amor. Mas não sei se quero mais você. Quero outro alguém, alguém novo pra dar paz pro meu coração, alguém novo pra me fazer sentir coisas novas. Somente alguém.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Volume volátil...


Volátil: sim, talvez seja essa a palavra que te define. Com essa música e esse volume mais alto que meus pensamentos, escrevo, descrevo, prescrevo. Não sei ao certo a data de hoje, talvez seja uma quarta-feira, em plena primavera, ou talvez uma sexta-feira, em pleno inverno, mas sei que o frio está corroendo e o volume estabilizando meus nervos, que antes, instáveis, estavam deixando-me deveras louca. Cadê ele? Cadê ela? Cadê você? Gostaria de saber. Vendo essas pessoas passarem, de lá pra cá, de cá pra lá, movimentando-se, divertindo-se, tornando-se homens, mulheres, mães, filhos, pais, filhas, amantes, imprudentes. Desperdiçando suas vidas com tão pouco, ou talvez até com muito, mas desperdiçando-as, será o certo?  Só sei que não o deixarei passar. Te quero aqui, comigo. Seja menos volátil, menos instável, menos imprudente. Se estabilize com o compasso do meu coração e siga o ritmo dos meus passos. Seremos felizes e você notará a diferença; a sutil diferença. Não estou pedindo um amor de estações, estou apenas pedindo um amor leve. Sei que amor não se pede, simplesmente se recebe, então me dê o seu, me dê todo seu amor, me deixe ser egoísta pela primeira vez , pelo resto de minha vida, e ter uma coisa que só a mim pertencerá: você. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Queridos traços geométricos...

Eu me lembro muito bem desses traços geométricos que você deixou pelo meu corpo instável, esse rastro de beijos, de mordidas, de arranhões e de lembranças. Esses traços que diariamente somem, que se vão com a água do chuveiro e se esgotam pelos esgotos da cidade. Já não são mais lembranças boas, porque agora eles marcam aquela fase da vida que não voltará mais, aquela fixação, aquela bajulação, aquela bendita obsessão.
Mas cada dia que passa eu quero mantê-los em mim, manter esses traços, esses rastros, que vistos de longe parecem até o amor. A forma do amor? Não, o amor mesmo, com todo o seu contexto bom e ruim. Quero manter e me sentir traçada. Traçada por seus braços e abraços, por seus beijos, por seu corpo. Por toda essa eloquência que o amor dispõe... Ou até carece.
Vê se volta pra mim, volta pra me fazer feliz e pra eu não esquecer desses agradáveis traços geométricos. Preciso de você, preciso daquele frio ao anoitecer, daquela chuva pela madrugada e de você na minha cama, pra me aquecer inteira e infinitamente de felicidade. Volta, pra ficar.