Eu me lembro muito bem desses traços geométricos que você deixou pelo meu corpo instável, esse rastro de beijos, de mordidas, de arranhões e de lembranças. Esses traços que diariamente somem, que se vão com a água do chuveiro e se esgotam pelos esgotos da cidade. Já não são mais lembranças boas, porque agora eles marcam aquela fase da vida que não voltará mais, aquela fixação, aquela bajulação, aquela bendita obsessão.
Mas cada dia que passa eu quero mantê-los em mim, manter esses traços, esses rastros, que vistos de longe parecem até o amor. A forma do amor? Não, o amor mesmo, com todo o seu contexto bom e ruim. Quero manter e me sentir traçada. Traçada por seus braços e abraços, por seus beijos, por seu corpo. Por toda essa eloquência que o amor dispõe... Ou até carece.
Vê se volta pra mim, volta pra me fazer feliz e pra eu não esquecer desses agradáveis traços geométricos. Preciso de você, preciso daquele frio ao anoitecer, daquela chuva pela madrugada e de você na minha cama, pra me aquecer inteira e infinitamente de felicidade. Volta, pra ficar.
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