quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Volume volátil...


Volátil: sim, talvez seja essa a palavra que te define. Com essa música e esse volume mais alto que meus pensamentos, escrevo, descrevo, prescrevo. Não sei ao certo a data de hoje, talvez seja uma quarta-feira, em plena primavera, ou talvez uma sexta-feira, em pleno inverno, mas sei que o frio está corroendo e o volume estabilizando meus nervos, que antes, instáveis, estavam deixando-me deveras louca. Cadê ele? Cadê ela? Cadê você? Gostaria de saber. Vendo essas pessoas passarem, de lá pra cá, de cá pra lá, movimentando-se, divertindo-se, tornando-se homens, mulheres, mães, filhos, pais, filhas, amantes, imprudentes. Desperdiçando suas vidas com tão pouco, ou talvez até com muito, mas desperdiçando-as, será o certo?  Só sei que não o deixarei passar. Te quero aqui, comigo. Seja menos volátil, menos instável, menos imprudente. Se estabilize com o compasso do meu coração e siga o ritmo dos meus passos. Seremos felizes e você notará a diferença; a sutil diferença. Não estou pedindo um amor de estações, estou apenas pedindo um amor leve. Sei que amor não se pede, simplesmente se recebe, então me dê o seu, me dê todo seu amor, me deixe ser egoísta pela primeira vez , pelo resto de minha vida, e ter uma coisa que só a mim pertencerá: você. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário