segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Caseiro!


E era minha bebida preferida, junto do meu melhor livro, com a melhor companhia, no tempo mais incerto e na estação mais linda do ano, que eu comecei a sentir. A sentir a vida, as lágrimas, o coração pulsar, a mente ferver e o corpo reagir. Menti quanto à melhor companhia, porque a solidão nunca é a melhor companhia de alguém. Mas a verdade tem sido clara comigo nos últimos dias, tem me dito coisas que eu não queria pensar, nem encarar. Minha bebida preferida também tem feito isso, esse liquido dos deuses, essa cor cheia de encantos. E aquela batida que me diz pra querer mais, que se instala nos meus ouvidos e não me deixa ouvir o barulho, as pessoas... Doce batida. Faça durar. Transcenda, transtorne, transforme. Doce, exótico, gostoso de sentir, traga coisas boas, essas tais que aquele amor não trouxe. Saúde! Brindaremos à esse doce sabor amargo, que esteve presente nos momentos mais melancólicos.

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